quinta-feira, 31 de maio de 2007

Auto-entrevista - Parte 01


Antes de mais nada, a foto acima é da Rachel McAdams, uma atriz que gosto muito, como você já pôde conferir num dos posts abaixo. Essa foto vai em homenagem à Desirrê, só porque ela reclamou que o blog está lotado de fotos de mulheres bonitas. E vai continuar assim, ora bolas!

Você certamente já ouviu falar de autobiografia, livro em que alguém conta a história de sua vida. Mas você conhece a auto-entrevista? Nunca vi isso antes e creio que eu acabo de inventar esse conceito.
Procurando saber a minha opinião sobre coisas que nem mesmo eu sei, resolvi fazer uma série de auto-entrevistas, em que eu entrevisto a mim mesmo. Parece coisa de doido, né?
Aí está a primeira parte.

VAMOS COMEÇAR ESSA ENTREVISTA COM UM ASSUNTO LEVE. PARA QUAL TIME VOCÊ TORCE?
Para o Vasco.

MAS E AQUI EM MINAS, PRA QUAL VOCÊ TORCE?
Continuo torcendo para o Vasco. Se eu morasse na Paraíba ou no Rio Grande do Sul, ou na França ou Istambul ainda assim torceria para o Vasco.

VOCÊ NÃO ENTENDEU MINHA PERGUNTA. PARA QUAL TIME DE MINAS GERAIS VOCÊ TORCE?
Ahh, mas você não explicou direito! Eu tenho uma leve simpatia pelo Cruzeiro.

VOCÊ GOSTA MUITO DE FILMES, NÃO É?
Demais! Não saberia viver sem um cineminha de vez enquando ou sem meu aparelho de dvd. Vejo todos os tipos de filme, ficção, aventura, drama, comédia, suspense, desenhos animados... Vejo de tudo.

O QUE VOCÊ PENSA SOBRE BAIXAR FILMES DA INTERNET?
Conheço algumas pessoas que fazem isso, e elas têm as suas razões para baixar filmes. Eu não vou julgar ninguém, mas não vou fugir da sua pergunta. Isso é uma coisa que eu nunca faria. Gosto de ver filmes do jeito certo e para mim só tem duas maneiras para isso: vendo no cinema ou no dvd. Nada, absolutamente nada, consegue me tirar o prazer de ver um filme em uma tela de cinema. Logo atrás está o dvd, que proporciona ótima imagem e som. Conheço pessoas que baixam filmes da internet e que tem condições de pagar o ingresso do cinema. Por que elas fazem isso? Não sei te responder. Por que ver um filme gravado com má qualidade numa telinha de computador? Qual prazer há nisso? Eu não consigo entender, mas como já disse pra você, não vou julgar ninguém. Eles têm as razões deles.

VOCÊ CONHECE ALGUÉM QUE FAZ DOWNLOAD DE FILMES NA INTERNET?
Ah, sim! Só pra você ter uma idéia, recentemente 2 pessoas me ofereceram o “Homem-Aranha 3”. E eu conheço outras 4 que já viram o filme através do computador. É um filme que estou louco pra ver, mas de que adianta? É um filme pra ser visto na tela grande do cinema. Não vou estragar essa experiência vendo um dvd pirata, que muito provavelmente estará mal gravado, na TV. Se o “Homem-Aranha 3” não passar no cinema daqui de Patos, eu prefiro esperar uns 5 meses para vê-lo quando o dvd oficial tiver sido lançado. Pelo menos verei o filme com a mais alta qualidade de som e imagem.

ENTÃO VOCÊ É RADICALMENTE CONTRA BAIXAR FILMES PELA INTERNET?
Não, tem certos casos que eu concordo. Vou te explicar melhor. O filme “Justiceiro” com Thomas Jane e John Travolta demorou quase um ano para ser lançado aqui no Brasil. E quando isso aconteceu, ele foi lançado diretamente para o mercado de dvd, não passou nos cinemas. Nesse caso, em que a distribuidora não está nem se lixando para o consumidor, eu concordaria em ver esse filme no computador. Outro exemplo de descaso aconteceu com o “Kill Bill”. Países como o Chile, Peru e Argentina já tinham visto o “Volume 2” e aqui no Brasil o “Volume 1” nem havia estreado ainda. Também sou a favor de se fazer downloads de desenhos animados. Aqui no Brasil os canais de TV condicionam desenhos animados para as crianças, mas temos centenas de desenhos adultos violentos que nunca passaram ou passarão por aqui no país. Nesses casos eu concordo com o download.
Tem um desenho que eu gosto muito que se chama “Samurai X”. A Globo passou esse desenho até o episódio 22. O Cartoon Network exibiu até o episódio 94. Mas acontece que o desenho foi produzido até o episódio 95. A única forma de ver esse último episódio é apelar para o download da internet.

Em breve: Auto-entrevista – Parte 02

segunda-feira, 28 de maio de 2007

Perdidos em "Lost"


Qual a fascinação das pessoas pela série “Lost”?
Quero dizer, por que esse fanatismo louco e exacerbado por uma série de TV?
Não me entenda mal, eu também gosto de “Lost”. Vi todos os episódios da primeira e da segunda temporada na Rede Globo. Realmente é uma série cativante. O que não a impede de ter episódios fracos e médios. Lembro de dois seriados (bem superiores) que também viraram febre no mundo, “Twin Peaks” e “Arquivo X”.

Recentemente os roteiristas entregaram que “pegam” idéias dos fãs nos fóruns de discussão sobre a série. Eu acho isso gravíssimo, afinal de contas, isso quer dizer que nem eles próprios sabem o que acontecerá em “Lost”.
Sempre quando um idealizador de um filme, livro ou uma série pra TV começa a escrever, esse idealizador DEVE ter na sua cabeça o desenrolar da trama. Isso é o mínimo que ele deve ter em mente! Acho que “Lost” perde boa parte da credibilidade quando nem mesmo os “donos” da série sabem o que fazer com ela! E além disso, ficam pescando idéias na internet pra suprir a sua falta de criatividade.

Vou colocar aqui alguns pontos que eu acho estranhos na série:

- Charlie é um cara bacana na primeira temporada e um escroto na segunda.

- Locke é esperto e inteligente na primeira temporada. Na segunda temporada TUDO que ele faz dá errado!

- Sayid é um sujeito estranho e sem carisma na primeira temporada. Já na segunda ele se transforma num dos sobreviventes mais fascinantes da ilha.

- Por que todos se tratam com uma imensa falta de educação? De acordo com o tempo passado na série, eles estão naquela situação há 40 e poucos dias. Será que os valores que aprendemos durante toda a vida se perdem tão rápido assim? E olha que a situação não é tão calamitante, já que eles têm água e comida à vontade. Repare como eles se tratam. A educação passou longe!

- Michael é um personagem nervoso, estúpido e grosso na primeira temporada e um assassino frio na segunda. Eu conheço várias pessoas grossas, estúpidas e nervosas, mas garanto que nenhuma delas é assassina.

- Por que a série cisma de colocar nos flashbacks aparições “especiais” de outros personagens? Um exemplo? No flashback que estamos vendo, o Jack é o personagem principal. Em um certo momento atravessa a tela ou então aparece lá no cantinho um outro ilhado.
Por que isso? Isso é para nós pensarmos: “Olha lá, que legal! Você viu quem passou lá atrás? Que massa! ‘Lost’ é bom demais!”.
Mas no fundo isso é só um recurso pra enganar mais uma vez o espectador, já que tal aparição não complementa em nada a estrutura narrativa do episódio. Está lá só por estar!

- Num episódio da segunda temporada, um senhor tem a brilhante idéia (não estou sendo irônico) de colocar umas pedras na areia da praia pra formar as letras S.O.S., para o caso de algum satélite monitorar a ilha. Essa é uma idéia brilhante! Mas ele não consegue a ajuda de ninguém para tarefa, já que ele tem, de acordo com a série, “problemas de liderança”. Ora bolas, se todos estão lá coçando o saco, sem nada a fazer, qual é o problema em realizar a tarefa? Você precisaria de liderança pra fazer esse “complicadíssimo” trabalho?

- Segredinhos demais. Alguém vê uma nuvem ameaçadora. Outro alguém avista um morto andando pela ilha. E, ao invés de alertar os outros ilhados a respeito dos perigos da ilha, eles ficam caladinhos no seu canto, igual nós faríamos (agora sim, eu fui irônico).

“Lost” tem seus méritos, é verdade. Como um amigo meu (Fabrício) disse, é a melhor série que surgiu na TV de uns 3 anos pra cá, e eu concordo com ele. Quando passar a terceira temporada na Globo no ano que vem, com certeza eu não vou perder. Mas eu sou contra esse fanatismo que se acumulou por aí. “Lost” não é a última Coca-Cola gelada do deserto.

Ah, a foto acima é da atriz Evangeline Lilly, uma das ilhadas. E eu não iria reclamar de ficar preso em uma ilha com ela.

sábado, 26 de maio de 2007

"Samurai X" e eu


Há alguns anos, sempre que eu buscava meu filho na escola, eu dava uma passadinha na casa de meus pais. Foi numa dessas idas que, mudando de canal na Sky, eu parei no Cartoon Network e fiquei conhecendo um desenho animado.

O desenho mostrava um andarilho, que era um perito com a espada, mas não era uma espada qualquer. A arma tinha a lâmina virada ao contrário. Mas eu estou me adiantando. A espada não chega nem perto da curiosa história do personagem principal, o “Samurai X” do título.

Kenshin Himura (que tem uma cicatriz na bochecha com o formato de um X) foi um assassino do governo no Japão na “era da restauração”. Ele matou centenas de pessoas em nome do país. Sua técnica com a espada era tão poderosa que ele recebeu o nome de Battousai, o Retalhador. Ele era o assassino mais impiedoso e sanguinário de todo Japão, e o nome Battousai se espalhou como uma praga, e as pessoas passaram a temer a esse nome como se teme ao Capeta.

Até o dia em que acontece uma tragédia na vida de Kenshin (que eu não vou dizer).

A partir deste dia, Kenshin larga para trás a vida de assassinatos, larga o nome Battousai, o Retalhador, e passa a usar a espada com a lâmina ao contrário, como eu já disse. A partir daí ele também faz a promessa de nunca mais matar ninguém. Então ele começa a vagar pelo Japão como um vagabundo, ajudando pessoas, tentando, sem conseguir, expiar os pecados do passado.

Acho esse desenho uma verdadeira obra-prima. A reconstituição de época (que realmente existiu), o figurino, a sensacional e arrepiante trilha sonora, o sentimento de camaradagem, os valores que movem os personagens... As qualidades são inúmeras. E as frases! Nunca em um desenho animado eu ouvi tão belos diálogos! Nunca na minha vida eu tinha chorado tanto, e em tantos episódios, com um simples desenho animado. Aí embaixo estão algumas frases do desenho. Lendo, elas podem parecer simples, mas na hora dos diálogos, o impacto delas é fortíssimo.

"Você é aquele que faz chover... A chuva de sangue".

“Dizem que o valor de uma pessoa se mede pelas lágrimas derramadas no momento de sua morte!”.

"Cale a boca! Não importa o que você diga, eu sempre vou atacar! Eu só posso atacar! Não preciso me defender, eu não tenho o que proteger! A única coisa que eu realmente queria proteger nesse mundo me foi tirada por você há 15 anos atrás!".

"O sol brilha pra todos; a sombra pra quem merece".

"Mente fraca, memória fraca".

"Qual você prefere? Uma vida cheia de sofrimentos ou a tranqüilidade da morte?".

"Não é um adeus, mas sim uma despedida... Não é o fim, mas sim o começo... É um tanto quanto triste, mas é assim que as coisas funcionam".

"Os melhores guerreiros desta vida não são necessariamente os mais fortes, ou mesmo aqueles com os reflexos mais rápidos. Os melhores são aqueles que têm a força de vontade de deixar suas espadas e procurar uma resposta mais construtiva ao desafio da vida".

''Nós lutamos pelo que nós acreditamos, não podemos julgar se estamos certos ou errados''.

"A espada é uma arma. Técnicas de espada são técnicas de morte. Não importa como disfarcem, essa é a verdade. A espada é para a vida uma mentira na qual apenas quem nunca matou poderia acreditar. Mas, mais do que uma verdade cruel como essa, este servo prefere acreditar na doce mentira da senhorita Kaoru".

"O céu mais azul é infinitamente alto e cristalino".

"Quando eu digo que vou te matar, não há nada que você possa fazer além de morrer".

"Eu esperarei por você. Não importa quando você volte. Nós dois lhe receberemos com um sorriso caloroso".

"Um ferimento feito com rancor nunca cicatriza".

segunda-feira, 21 de maio de 2007

"Rambo IV", Romário e mais filmes


Finalmente ontem o baixinho Romário marcou seu milésimo gol. Ele é, sem dúvida, o melhor jogador que já vi em um campo de futebol. Um mestre. Ele já carregou a Seleção Brasileira várias vezes nas costas e sempre serviu ao Brasil com muito orgulho.
Bem diferente daqueles merdas do Ronaldinho Gaúcho e Kaká, que nunca ganharam nada pelo Brasil e pediram para ser dispensados da próxima convocação da Copa América. Lamentável!

Você já viu o primeiro trailer de “John Rambo”, o quarto filme da série “Rambo”?
O trailer começa lento, com alguns diálogos profundos, mas depois que um grupo que ajuda refugiados de guerra é capturado por soldados no meio da selva, o trailer se transforma. Rambo decepa a cabeça de um pobre coitado, depois metralha um sujeito com vários tiros na cabeça (os miolos do cara ficam esparramados no vidro do carro). Ele ainda explode um filisteu com aquelas flechas explosivas, opera um soldado sem anestesia com a aquela faquinha que ele carrega desde o primeiro filme (as tripas do coitado caem no chão) e a melhor de todas: Rambo rasga o pescoço de um soldado com as próprias mãos! Sylvester Stallone é o cara!
Eu não posso morrer sem ver esse filme! Pena que só estréia em 2008.

Aí estão os filmes vistos neste fim de semana.

“88 Minutos” – Suspense
Al Pacino é o psiquiatra que presta serviço para o FBI, ajudando a condenar psicopatas. Num belo dia ele recebe um telefonema e a voz do outro lado diz que ele só tem 88 minutos de vida. Daí, Pacino passa todo o filme tentando descobrir quem quer vê-lo comendo capim pela raiz. Não é um filmaço, mas também não chega a ser ruim. É um filme razoável, que pode ser visto num sábado à noite, na hora do péssimo “Zorra Total”. Nota 05.

“Diário de Uma Paixão” – Romance
Um velho caquético senhor de idade avançada (gostou da redundância que eu inventei?) lê um livro para uma velha senhora caquética de idade avançada em um asilo. A velha tem um problema de esquecimento, em que ela esquece as coisas que já se passaram em um passado esquecido (huahua).
O velho conta uma história de dois jovens de classes sociais diferentes que se apaixonam, vivendo um intenso e bonito caso de amor.
Se você gosta de romance com altas doses de emoção, não pode perder esse filme. A história não trás nada de novo, mas mesmo assim é um filme que pode ser visto com prazer, principalmente por causa da atriz principal, Rachel McAdams (foto acima), que é linda, talentosa, muito bonita, e por acaso é linda também. Ai, ai, meu tipo de mulher! Encontrei um novo objetivo na minha vida: ver todos os filmes com a Rachel McAdams. Com ela eu já vi “Meninas Malvadas” (muito bom) e “Vôo Noturno” (bem legal).
“Diário de Uma Paixão” só peca por ter um final arrastado demais, mas mesmo assim vale a pena – pra quem curte romance. Nota 07.
Esse filme está dentro da promoção “Alugue 7 dvd´s com etiqueta, por uma semana e pague somente R$10,00”, válida em qualquer uma loja da Supervideolocadora.

“Um Refúgio no Passado” – Drama
Fotógrafo de guerra volta após 17 anos para a cidade onde nasceu para o enterro do pai. Lá reencontra o irmão, uma antiga namorada e a filha dela, uma adolescente, e inicia com essa garota uma intensa amizade que os levará para um trágico fim.
Drama lento, mas sem ser arrastado, com poucos diálogos. O filme apresenta um toque melancólico que aos poucos vai levando os personagens para um trágico acontecimento. A sensação de um fim amargo fica cada vez mais presente com o desenrolar da história. Não é um filme pra qualquer um, mas quem chega ao final tem uma recompensadora história que além de entreter, ainda faz pensar. É o primeiro filme que vi com o ator Matthew Macfadyen, e gostei muito dele, tem futuro esse sujeito. Não se esqueça, o filme tem um ritmo lentíssimo e não é pra poucos, mas mesmo assim é um filmão. Nota 07.
Esse filme está dentro da promoção “Alugue 7 dvd´s com etiqueta, por uma semana e pague somente R$10,00”, válida em qualquer uma loja da Supervideolocadora.

sábado, 19 de maio de 2007

Kratos, o Ignorante!


Quem me conhece sabe que eu adoro videogame! Passei por praticamente todos os consoles mais importantes já lançados pelo mercado. Joguei Atari, SuperNintendo, Sega Saturn, Playstation, Dreamcast e hoje eu detono no Playstation 2.
Acabei de zerar um dos games mais incríveis que já tive o prazer de jogar: “God of War 2”.
O melhor do game é a personalidade de Kratos, o personagem principal. Carismático ao extremo, Kratos não pensa duas vezes antes de mutilar, decepar, esquartejar, torturar e por fim, pisar no inimigo. Tudo com a maior ignorância possível.

Traído pelos deuses, Kratos precisa encontrar uma maneira de derrotar Zeus, o maior deus do Olimpo. Em sua jornada, Kratos encontra quase todos os seres maravilhosos da mitologia grega. Entre eles:
Os deuses do Olimpo – Zeus, Athena, Ares.
Os Titãs – Que eram os deuses antes dos deuses atuais – Cronos (pai de Zeus), Gaia (a deusa da terra), Atlas (titã condenado por Zeus a carregar o mundo nas costas, literalmente).
As criaturas – Medusas, minotauros, ciclopes, ogros, Pégasus (o cavalo alado), Fênix (lendário pássaro que renasce das próprias cinzas), grifos...
Os heróis – Heróis mitológicos que sempre são manipulados pelos deuses, entre eles, Perseu, Prometeu, Teseu, Ícaro (que tem as asas de cera arrancadas na marra por Kratos).

Na primeira fase de “God of War 2” ainda temos a “participação especial” do Colosso de Rodes, estátua que realmente existiu e foi considerada uma das sete maravilhas do mundo, junto com os Jardins Suspensos da Babilônia, o Farol da Alexandria e as Pirâmides do Egito. Pra variar, a estátua encontra um triste e explosivo fim pelas mãos de Kratos.

“God of War 2” é um jogo lindo, a cada novo lugar visitado por Kratos o jogador fica de boca aberta com os gráficos maravilhosos, a jogabilidade é instintiva, fácil e viciante, a história prende do início ao fim, misturando coisas inventadas pelos roteiristas do jogo com a mitologia grega. Na verdade, dá uma vontade enorme de comprar bons livros sobre mitologia depois da imensa satisfação que é jogar “God of War 2”, um dos melhores games já produzidos em todos os tempos! Altamente recomendado!

quarta-feira, 16 de maio de 2007

Lloyd Cole e eu


O ano era 1990. Eu havia acabado de me mudar para Manhuaçu com meus pais e minha irmã. E eu tinha 17 anos.
Naquela época eu já era completamente vidrado em rádio e já sacava muito de pop-rock, pelo menos aquele pop-rock que tocava direto nas rádios e que eu havia aprendido a gostar desde o início da década de 80.
Blitz, Legião Urbana, A-Ha, Capital Inicial, Kid Abelha, Ultraje a Rigor, Titãs, Lobão, Pet Shop Boys, Biquíni Cavadão... Os locutores só tocavam essas bandas nas rádios, e a galera curtia bastante. Eu tentava ficar por dentro de tudo que rolava de novo na época, comprando revistas e ouvindo cada vez mais rádio.

Mas eu não sabia nada de rock alternativo. Na verdade eu não sabia nem que existia um cenário com rock alternativo.
Aprendi algumas coisas com um pessoal muito bacana de Manhuaçu. A turma era formada por Christian, Edmundo, João e Mércio. O Christian tinha vários discos na casa dele e aos poucos ele foi me apresentando a bandas como R.E.M., Love and Rockets, The Railway Children, a fase boa do David Bowie, Ultravox, The Church, Style Council e muitas outras novidades. Eu estava completamente fascinado por aquelas novas bandas e enquanto a gente ia batendo um papo, falando sobre cinema e música, eu ia absorvendo tudo que o Christian colocava na vitrola (em 1990 cd era novidade pra ricos). Na época ninguém trabalhava e a gente ficava de papo a tarde inteira, só curtindo música.

Estava tudo indo bem até que um dia o Christian colocou pra tocar um disco chamado “Rattlesnakes”. O nome da banda era Lloyd Cole and the Commotions.

Naquele momento o meu mundo mudou. Parecia que eu havia sido atingido por uma bola de canhão na boca do estômago. A sensação que eu tive era que aquele disco havia sido feito pra mim. Nunca na minha vida eu tinha me identificado tanto com um som, ou com uma voz, ou com as melodias daquele disco.
No mesmo dia pedi o disco emprestado para gravar, mas o Christian não emprestava discos. Alías, emprestar ele emprestava, mas só para os outros rapazes da turma, que ele já conhecia há anos e sabia que eles não iriam arranhar os discos ou manuseá-los de forma errada. Não adiantava nada eu explicar para ele que teria cuidado e que devolveria o mais rápido possível. Quem me “salvou” foi o Mércio, que além de ter o “Rattlesnakes”, possuía também os outros 2 discos lançados pelo Lloyd, “Easy Pieces” e “Mainstream”. Depois de devidamente gravados, comecei a prazerosa tarefa de decorar todas as músicas do cantor, coisa que faço até hoje, depois de muitos anos acompanhando e comprando tudo que é lançado por Lloyd Cole. O Mércio também é o culpado por eu ser um locutor de FM, mas essa é uma outra história.

Com o tempo a paixão pelas músicas do cantor não diminuiu, só aumentou, apesar de eu admitir que ele já fez algumas canções que não me agradam. Afinal de contas eu sou um fã (talvez o maior em todo mundo, como eu gosto de pensar), mas não um fanático. Devemos gostar das coisas na medida certa para não perdermos a capacidade de avaliar e julgar aquilo que nos agrada. Devemos agir assim com tudo na vida, creio eu. Ou não (como diria Caetano Veloso).

Aí está a discografia do Lloyd Cole, com uns pequenos comentários críticos:
“Rattlesnakes” (1984) – Disco genial, obra prima, excelente...
“Easy Pieces” (1985) – Muito bom, mas sem grandes canções de destaque.
“Mainstream” (1987) – Muito bom, mas sem grandes canções de destaque.
“1984 – 1989” (1989) – Primeira coletânea, excelente!
“Lloyd Cole” (1990) – Primeiro disco solo, muito bom.
“Don´t Get Weird on me, Babe” (1991) – Excelente! Grande disco!
“Bad Vibes” (1993) – Álbum irregular, com algumas boas canções, mas fraco no geral.
“Love Story” (1995) – Excelente! Mais uma obra-prima!
“The Collection” (1998) – Mais uma coletânea, com os Commotions e em carreira solo. Excelente!
“The Negatives” (2000) – Muito bom, mas sem grandes canções de destaque.
“Plastic Wood” (2001) – Disco instrumental bizarro, totalmente tocado por Lloyd. Muito ruim!
“E.T.C.” (2001) – Grande disco! Muito bom mesmo!
“Music in a Foreing Language” (2003) – Disco melancólico, ainda assim muito bom.
“Rattlesnakes DeLuxe Edition” (2004) – Obra-prima melhorada com novas músicas. Imperdível!
“Antidepressant” (2006) – Mais um disco extremamente melancólico. Muito bom.

Se você se interessou em conhecer o som de Lloyd Cole, aí estão algumas músicas dele que eu gosto muito, pra você baixar na internet.
“Are You Ready to be Heartbroken”
“Forest Fire”
“A Long Way Down”
“For Crying Out Loud”
“Happy for You”
“Half of Everything”
“Happy for You”
“I Didn't Know That You Cared”
“Jennifer She Said”
“Man Enough”
“No Blue Skies”
“Patience”
“Pay for It”
“Sentimental Fool”
“That Boy”

segunda-feira, 14 de maio de 2007

Os últimos filmes vistos


Vamos colocar os filmes do fim de semana em dia?

“Dois é Bom, Três é Demais” – Comédia
Sabe aquele tipo de comédia que você não dá uma única gargalhada sequer mas mesmo assim assiste ao filme com prazer? “Dois é Bom, Três é Demais” é um destes filmes. O filme apresenta Owen Wilson azucrinando a vida do casal recém-casado Matt Dillon e Kate Hudson. O sujeito não tem onde morar e se instala na casa do melhor amigo. Totalmente despreocupado e desencanado, o cara dorme pelado na sala e tem uma hora no filme em que chega a incendiar a casa do amigo. Não é um filmaço, mas mesmo assim não é dinheiro jogado fora pois todos os atores tem muito carisma. Nota 5.

“Os Fugitivos” – Policial
Baseado em fatos reais (existem fatos não reais?), o filme tem um bom elenco, com John Travolta interpretando um policial na década de 40 que persegue dois golpistas, que atuam enganado mulheres e roubando seus pertences, e que aos poucos também se tornam cruéis assassinos. Destaque para a atuação de Salma Hayek, vivendo uma psicopata fria e possessiva, bem diferente dos papéis que ela é acostumada a fazer. Filme simples e bom, que se assiste com prazer. Nota 6.

“Xeque-Mate” – Policial, humor negro
Taí um filme muito bom. Elenco de primeira (Josh Hartnett, Bruce Willis, Lucy Liu, Morgan Freeman, Ben Kingsley), uma história cheia de bons diálogos e personagens carismáticos. É o tipo de filme que é bom ser assistido sem saber nada da história, senão estraga o prazer. O longa parece meio confuso no início, mas, porém, contudo, entretanto, todavia faz todo sentido no fim. Não deixe de ver. Nota 7,5.
A foto acima é da atriz Lucy Liu, que está no filme. Eu poderia colocar uma foto do Josh Hartnett (que é o ator principal), ou até mesmo do Bruce Willis, mas a Lucy Liu é bem mais fotogênica, huahua.